Palavra de Taurina

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Fim.







    Namoro é uma coisa complexa por si só. Final de namoro então, impossível tentar entender. Já tive 3 namorados. Acho muito, considerando a minha idade. Mas é que nunca fui de coisas sem muito compromisso. Cada fim foi de um jeito, assim como cada namoro. 
    O primeiro eu me considerei 'livre' antes mesmo de terminar. O segundo, a ficha caiu no mesmo dia. Já o terceiro.. Depois de levantar duzentas vezes e ir para o canto do ringue, cuspir sangue e ouvir a torcida dentro do meu coração gritar pedindo mais, eu fui a nocaute. Foi um horror! Parou de doer há pouco tempo.
    No fundo, todo término dói um pouco. Desfazer o elo, viver de lembranças, de carência. Trago cada relação de um jeito dentro de mim. Tem umas que lembro com carinho, ternura. Outras que lembro e rio, acho graça mesmo. E claro, tem as que me dão raiva, fazem o sangue subir. Penso com mágua quando lembro dos relacionamentos unilaterais, egoístas.
   Nós, mulheres, falamos que os homens são todos iguais, mas no fundo todos nós, seres humanos, somos iguais. Só aprendemos quando erramos. Só valorizamos quando perdemos. E a graça da vida é essa. Morrer de amor e de raiva. Tapas e beijos. Viver. Viver. Viver. E como já disse uma vez Caio Fernando Abreu, "natural é as pessoas se encontrarem e se perderem". A verdade é que por mais que doa é inevitável se apaixonar. E não há nada como rir e chorar tudo de uma vez. 
   Não tem ilusão. Não tem meiguice. Não tem mel nem açúcar. Quem nunca saiu com o cara errado que atire a primeira pedra. Mas que seja nele, por favor!

0 Comentários:

Postar um comentário

Comente:

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial