Palavra de Taurina

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É verão, sei lá . .

  O verão é, sem dúvidas, a estação que a gente mais espera. Mais espera pelo calor. Não só o calor do sol, o calor que queima e faz marquinha. Mas é o verão a estação do calor humano. O calor que aquece o coração da gente e faz pular de alegria, seja qual for o motivo. Seja aquecido por paixão, por amigos, por festas e sorrisos, seja até aquecido pelo sol mesmo, mas seja. 
  Porque no verão a liberdade salta dentro da gente e o desejo de ser feliz grita. No verão a lua cheia é mais linda que nas outras estações, o mar é mais convidativo, os pássaros voam mais livres e até as estrelas cadentes realizam mais desejos. No verão a gente esquece dos problemas, eles derretem como picolés de limão. Não sei bem se eles derretem mesmo, com o sol, ou se a alegria os congelam. 
  No verão a gente fica mais doce, como a sobremesa de sábado. O verão é leve e cheira a descanso. No verão a gente pesca expectativas, muitas vezes perdidas por culpa das outras estações. O pôr-do-sol tem cheirinho de hortelã e alimenta os sentidos. No verão a gente se sente borboleta e não aquela lagarta que você era nas outras estações. No verão, se não se faz nada, se fica com o corpo jogado em qualquer rede, fica tudo bem. 
  No verão os beijos são roubados e sempre há afogados no mar desses tantos sentimentos. O verão é uma criança tranquila, brincando de esconde-esconde. O verão é feito de momentos de euforia, momentos bons, que foram impulsivos, não-planejados, os melhores dos momentos. No verão a gente vira aquela criança que, o cheiro de chiclete no bolso da pochete do avô faz querer que o depois-do-almoço chegue depressa. 
  No verão, a fruta roubada do galho tem sabor de chocolate e a raspa do bolo da vovó faz a gente ficar com a cara da estação. A gente fica livre feito o céu. E se você me perguntar porque o verão, eu vou te responder... Ah, é no verão que aquela paixão acontece. Aquele sentimento que o melhor programa é sentar ao lado da pessoa e assistir ao crescimento das flores, é deitar e assistir à correnteza do rio. Passa o brilho do sol e o sopro do vento e ainda se está ali. O vôo das aves e o brilho da lua, e ainda se está ali. 
  E se eu estiver aí pra você e você estiver aqui pra mim, depois nós correremos juntos. E se não houver essa troca? Não se desespere. Toma um banho e relaxa. Foi só uma chuvinha de verão.

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