Palavra de Taurina

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não coma a vida de garfo e faca, lambuze-se!

Uma coisa que me irrita é gente que não sabe viver. Somos um pontinho nesse mundão e temos que marcar, pelo menos, a nossa vida. Eu vivo do jeito que a vida chega em mim. Amante, voraz, avassaladora, sem óculos escuros. Eu frito a retina, as sensações.

Cansei de quem vive a vida como se fosse uma obrigação, como se ela não fosse nada, além de uma passagem. Tenho preguiça de quem não tem medo da morte. Eu morro de medo! Imagine só, qual a graça de morrer agora? Tenho tanta coisa pra viver. Nem toquei na vida ainda. Me sinto como um animal selvagem, preso, prestes a sair do cativeiro. E sou.

A vida é sacana mesmo. Judia, cospe, brinca, zomba, mas acolhe, segura, amacia. Se menos é mais, eu não sou nada. Sou exagerada. Exagero na fala, no amor, no choro, na animação, na vida.

Eu vivo, penso, falo, escrevo, descrevo, apago, rabisco, arrisco, petisco, amo, como, grito, instigo, apaixono, pulo, acredito. Dô linha na pipa, mato a cobra, mostro o pau, dou bola, chuto, deito e rolo… e quero mais!

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