Ah, o amor!
Tenho um pensamento simples. O amor é bom e ponto. Já pensei que só gostar era o ideal, mas desisti. O amor é bom. O exagero, o total apego, o querer bem, a extrema necessidade do outro. E ao mesmo tempo que te explode e te excita, ele te murcha, te suga.
O amor não poupa. E é irônico. Só nos resta rir com ele. É como comer jiló depois de uma panela de brigadeiro. E como machuca, meu Deus! Como faz rir, gritar, preocupar. E como te engrandece, ilumina e te faz vivo!
E a dor não pára. O amor não pára. A raiva não pára. A alegria não pára. A vida não pára. Só meu coração. E a energia que se tem de reserva é toda gasta no único intuito de amar.
Ainda bem que amo tanto e não me canso. É tão apertado que parece não caber, mas cabe tanto. Amar a família, os amigos. Amar o dia, a casa, o travesseiro. Amar esmaltes coloridos, amar namorado, amar a lua, a praia, o sol. E assim vou vivendo, num gerúndio do verbo mais doce que há.


0 Comentários:
Postar um comentário
Comente:
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial