(Fra)(E)Terno.

Meus dias úteis geralmente não têm muita graça. Se resume em acordar tarde, ficar de bobeira e ir pra faculdade. E é exatamente nessa hora – a que eu mais deveria ter preguiça – é que eu me encontro, me realizo, que eu me alegro.
É que antes de eu sair, elas chegam. E não deixam ninguém respirar. E chegam cantando, chegam sorrindo, sujas, com cheiro de infância, cabelo armado e com meu coração nas mãos. Tomam um banho gostoso e vêm, rebolativas, sorridentes, me contando o dia que tiveram.
Comem toda a janta, pois querem que o cabelo cresça como o meu. E é quando eu sinto toda a dor do mundo. Nada mais é o amor do que uma dor imensa, que prende nossa fala, alegra a cabeça e aquece o coração.
É nelas que encontro forças, é por elas que volto correndo da faculdade só pra chegar a tempo de desajar uma “boa noite” enquanto elas estão com aqueles pijamas cheios de babados em cima daquelas caminhas dos 7 anões.
E não há nada no mundo que me emociona mais do que elas, do que falar delas, tê-las. Não há nada mais gostoso do que ouvir elas gritando “Isinhaaaa” e vir de braços abertos se encaixar nos meus, mais abertos ainda.
Abraçá-las é como se, por um instante, eu estivesse no céu. E sinto como se elas devessem segurar a minha mão e me atrevessar pelas ruas, pois já não sinto mais o chão.


1 Comentários:
Muito bom o texto, puro amor!
Suas irmãs são muito fofas. Queria ter irmãzinhas pequenininhas tambéééém, ou pode ser um sobrinho!
É melhor que ter filhos né, a gente só curte e pá :D
Beijo!
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