Palavra de Taurina

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Musiquinha!!



"Quando já não tinha espaço, pequena fui.
Onde a vida me cabia apertada.
Em um canto qualquer acomodei minha dança, os meus traços de chuva.
E o que é estar em paz pra ser minha sem ser tua.
Quando já não procurava mais,
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranqüila daqui,
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas.

E, assim, no teu corpo eu fui chuva
... jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
... jeito bom de se deixar viver!

Nada do que eu fui me veste agora.
Sou toda gota que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra a tua boca.

E mesmo que um dia eu me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca,
Vendo a vida passar pela janela."



Quando Fui Chuva - Maria Gadú

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Você, minha rotina.



Do meu quarto eu ouço o barulho de chave no corredor. Pelo jeito que balança lento sei que é você. Calmo, tranqüilo e atento, sempre compensando meu lado descompensado e aéreo.

Entra, tira os sapatos, vai no quarto e me tira um beijo. Odeio rotinas, mas essa me tira do eixo. Aí, pra variar, você reclama dos 7 filmes que eu aluguei. Alegando que vamos ver 2 e pagar à toa. Toma banho emburrado e, como quem não quer nada, se achega, se enfia no edredon e dá o play. Pronto, lá se foram 7 filmes, algumas multas e o final de semana inteirinho regado a pipoca e fanta-uva.

No intervalo das gargalhadas, beijinhos. No intervalo das lágrimas, carinhos. No intervalo dos filmes, hm, sexo! E assim a gente vai se completando. Para a minha agitação, a sua calma. Para o seu mau-humor, minhas doses diárias de alegria. Para o meu frio no pé, seus meiões enormes. Para a sua falta de paciência, minha bondade no trânsito.

E mesmo com isso ainda temos um ao outro. Mesmo nos vendo nus, crus e na luz, nos aceitamos. Com a gente não tem meio termo, não tem mais ou menos. E é disso que eu gosto. Não tem vírgulas, não tem ponto final. Somos reticências, dízimas periódicas no amor.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não coma a vida de garfo e faca, lambuze-se!

Uma coisa que me irrita é gente que não sabe viver. Somos um pontinho nesse mundão e temos que marcar, pelo menos, a nossa vida. Eu vivo do jeito que a vida chega em mim. Amante, voraz, avassaladora, sem óculos escuros. Eu frito a retina, as sensações.

Cansei de quem vive a vida como se fosse uma obrigação, como se ela não fosse nada, além de uma passagem. Tenho preguiça de quem não tem medo da morte. Eu morro de medo! Imagine só, qual a graça de morrer agora? Tenho tanta coisa pra viver. Nem toquei na vida ainda. Me sinto como um animal selvagem, preso, prestes a sair do cativeiro. E sou.

A vida é sacana mesmo. Judia, cospe, brinca, zomba, mas acolhe, segura, amacia. Se menos é mais, eu não sou nada. Sou exagerada. Exagero na fala, no amor, no choro, na animação, na vida.

Eu vivo, penso, falo, escrevo, descrevo, apago, rabisco, arrisco, petisco, amo, como, grito, instigo, apaixono, pulo, acredito. Dô linha na pipa, mato a cobra, mostro o pau, dou bola, chuto, deito e rolo… e quero mais!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É verão, sei lá . .

  O verão é, sem dúvidas, a estação que a gente mais espera. Mais espera pelo calor. Não só o calor do sol, o calor que queima e faz marquinha. Mas é o verão a estação do calor humano. O calor que aquece o coração da gente e faz pular de alegria, seja qual for o motivo. Seja aquecido por paixão, por amigos, por festas e sorrisos, seja até aquecido pelo sol mesmo, mas seja. 
  Porque no verão a liberdade salta dentro da gente e o desejo de ser feliz grita. No verão a lua cheia é mais linda que nas outras estações, o mar é mais convidativo, os pássaros voam mais livres e até as estrelas cadentes realizam mais desejos. No verão a gente esquece dos problemas, eles derretem como picolés de limão. Não sei bem se eles derretem mesmo, com o sol, ou se a alegria os congelam. 
  No verão a gente fica mais doce, como a sobremesa de sábado. O verão é leve e cheira a descanso. No verão a gente pesca expectativas, muitas vezes perdidas por culpa das outras estações. O pôr-do-sol tem cheirinho de hortelã e alimenta os sentidos. No verão a gente se sente borboleta e não aquela lagarta que você era nas outras estações. No verão, se não se faz nada, se fica com o corpo jogado em qualquer rede, fica tudo bem. 
  No verão os beijos são roubados e sempre há afogados no mar desses tantos sentimentos. O verão é uma criança tranquila, brincando de esconde-esconde. O verão é feito de momentos de euforia, momentos bons, que foram impulsivos, não-planejados, os melhores dos momentos. No verão a gente vira aquela criança que, o cheiro de chiclete no bolso da pochete do avô faz querer que o depois-do-almoço chegue depressa. 
  No verão, a fruta roubada do galho tem sabor de chocolate e a raspa do bolo da vovó faz a gente ficar com a cara da estação. A gente fica livre feito o céu. E se você me perguntar porque o verão, eu vou te responder... Ah, é no verão que aquela paixão acontece. Aquele sentimento que o melhor programa é sentar ao lado da pessoa e assistir ao crescimento das flores, é deitar e assistir à correnteza do rio. Passa o brilho do sol e o sopro do vento e ainda se está ali. O vôo das aves e o brilho da lua, e ainda se está ali. 
  E se eu estiver aí pra você e você estiver aqui pra mim, depois nós correremos juntos. E se não houver essa troca? Não se desespere. Toma um banho e relaxa. Foi só uma chuvinha de verão.

Postagem relâmpago!!!

A internet do trabalho voltou e me deu vontade de postar. Mas quero postar meu texto mesmo só quando eu chegar em casa. =)
Então aí vai uma música boa.



M u s i q u i n h a ! ! ! !

 
"Sai de si. Vem curar teu mal.
Te transbordo em som. Põe juízo em mim.
Teu olhar me tirou daqui, ampliou meu ser.
Quero um pouco mais. Não tudo.
Pra gente não perder a graça no escuro.
No fundo, pode ser até pouquinho.
Sendo só pra mim, sim.


Olhe só como a noite cresce em glória
E a distância traz nosso amanhecer.
Deixa estar que o que for pra ser vigora.
Eu sou tão feliz! Vamos dividir os sonhos
Que podem transformar o rumo da história.
Vem logo, que o tempo voa como eu quando penso em você."




                                           Maria Gadú - Encontro

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Fim.







    Namoro é uma coisa complexa por si só. Final de namoro então, impossível tentar entender. Já tive 3 namorados. Acho muito, considerando a minha idade. Mas é que nunca fui de coisas sem muito compromisso. Cada fim foi de um jeito, assim como cada namoro. 
    O primeiro eu me considerei 'livre' antes mesmo de terminar. O segundo, a ficha caiu no mesmo dia. Já o terceiro.. Depois de levantar duzentas vezes e ir para o canto do ringue, cuspir sangue e ouvir a torcida dentro do meu coração gritar pedindo mais, eu fui a nocaute. Foi um horror! Parou de doer há pouco tempo.
    No fundo, todo término dói um pouco. Desfazer o elo, viver de lembranças, de carência. Trago cada relação de um jeito dentro de mim. Tem umas que lembro com carinho, ternura. Outras que lembro e rio, acho graça mesmo. E claro, tem as que me dão raiva, fazem o sangue subir. Penso com mágua quando lembro dos relacionamentos unilaterais, egoístas.
   Nós, mulheres, falamos que os homens são todos iguais, mas no fundo todos nós, seres humanos, somos iguais. Só aprendemos quando erramos. Só valorizamos quando perdemos. E a graça da vida é essa. Morrer de amor e de raiva. Tapas e beijos. Viver. Viver. Viver. E como já disse uma vez Caio Fernando Abreu, "natural é as pessoas se encontrarem e se perderem". A verdade é que por mais que doa é inevitável se apaixonar. E não há nada como rir e chorar tudo de uma vez. 
   Não tem ilusão. Não tem meiguice. Não tem mel nem açúcar. Quem nunca saiu com o cara errado que atire a primeira pedra. Mas que seja nele, por favor!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dentro de mim.



Cabe em mim todos meus dezenove anos vividos. Cada gotinha de lágrima que molhou meu balde de pipoca naquele dia que aluguei 357 filmes água com açúcar para assistir com as amigas. Ainda posso escutar as
gargalhadas das tardes ensoladaras, o barulho da água saindo da piscina, aquelas músicas horrorosas que
gostava de dançar. Sou saudade de alguns dias, de muitos, de momentos, do som do beijo, abraço apertado, de como eu costumava acreditar em coisas que hoje luto pra não desacreditar.
É gostoso lembrar das coisas quando passam né? Elas vêm em nossa mente como "Mini flash backs gigantes". Tipo os do Os Normais, sabe? Só que com um tom de novela antiga da globo, aquela coisa meio borrada, apagada, com tons vibrantes e pastéis. Sim, na minha lembrança isso é possível! E como é mágico rever as coisas do meu jeito e senti-las novamente, dá uma vontade de esticar a mão e pegar né? Mas já passou, assim que você cai em si percebe que já foi, sorri ou enxuga a lágrima que caiu e vira a página. É assim que folheamos o livro da vida.
Sou amizade de longa data, nova data, sou amiga, amigona, carinhosa. Tenho meu ponto de vista e você precisará de pelo
menos uma tarde longa, muita lábia e dizer que gosta do Jack Johnson pra me convencer.
Se eu te contar a piada mais idiota do mundo você vai rir, nem que seja da minha cara, porque eu incorporo o personagem, a situação, faço a voz, a cara, o cenário, as plantas, se bobiar quando menos perceber estará compartilhando comigo o maior dueto de besteirol. Pode ficar tranquilo, isso ficará entre nós, talvez, numa possibilidade muito remota gravarei um vídeo e colocarei no meu orkut, mas é muito remota mesmo, tá? Quero deixar claro.
Ah, eu sou o verão, a cor, o cheiro do verão. Estação do ano também tem aroma. O verão exala gotas de chuva que bate no asfalto, brisa gelada do mar, aquele cheirinho de cloro daquele piscinão estilo Big Brother do seu tio rico, frutas tropicais.. hum que delícia!
Dizem que a vida é um palco, se for, eu sou atriz principal, sempre nervosa atrás da cochia, curiosa, temerosa e ansiosa para o que me espera. Odeio esperar. Todos dizem isso, mas já viu alguém dizer o contrário? Ah, eu adoro esperar 3 horas pelo meu dentista que está chegando de um Congresso em Dubai, ou pelo suposto amor da minha vida. Existe alguém que decida: "Eu quero sentar e ficar esperando"!?
Pelo amor de Deus, se existe e está lendo isso aqui, aí vai um conselho: levanta a bunda da poltrona, o Ash Kutcher não baterá a sua porta, seu lanche preferido não sabe andar e a graça da vida, meu bem, é correr atrás do que se quer! Paciência para as coisas que precisam de tempo. É difícil, mas com um tempo você aprende, é o que dizem, eu ainda não consegui chegar lá.
"Eu quero a vida, quero a vida inteira", ouvi isso em algum lugar. Queria um braço enorme e sair abraçando tudo que me encanta. Quero assistir todos os filmes de Adam Sandler até ele se aposentar, nadar com os golfinhos. Eu queria
apertar, dar um beijinho, tipo se a Felícia tivesse a oportunidade de pular num mar cheio de golfinhos, sabe? Queria que minhas preces feitas no silêncio do meu quarto fossem ouvidas, que todos meus medos fossem sanados. Que meu Botafogo ganhasse todos os jogos, amém.
Queria agora ir ali em Fernando de Noronha dar só um mergulhinho e voltar pra escrever, mas sabe como é, hoje acordei com um pouco de medo de avião.
Podia ao menos abrir o chuveiro e sair Fanta Uva, imagina só? Ia ficar de boca aberta, me lambuzaria toda e resmungaria por, ao invés de ter comprado um celular de última geração, não ter comprado uma banheira.
Quero que todos meus amores fiquem perto de mim, que eu possa alcançá-los sempre que sentir aquele vazio no peito, aquele aperto fininho e triste.
Quero tanto, um, dois, três dias, quero gritar, me arrepender, me declarar, quero esquecer, ir, voltar, avança, rebobina.. Ô vida louca! Mas eu só tenho dezenove anos, um corpinho com tudo em cima, uma cabeça fresca, muitos sonhos e um trilha imensa pra fazer. Dizem que tem cachoeiras,
cobras traiçoeiras, flores lindas 
e um paraíso a ser descobertos por aqueles que não desistem de ir até o fim. Me acompanha?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Apresento-lhes: EU =)




Nunca tive um blog. Minto, tive um que compartilhei com mais duas amigas. Sempre gostei muito de escrever. Não acho que escrevo bem, mas sei me virar. Fiz esse blog mais por mim, pra por em palavras tudo o que me passa e assim, quando passar o momento e eu  ler um outro dia conseguirei sentir tudo isso novamente. Palavras tem força e vida. Palavra de taurina! ;)


Vou me apresentar. 


Taurina, Botafoguense, intensa, alegria que transborda, coração na boca, brilho nos olhos, estrela solitária no coração, preguiça, às vezes Bossa Nova, maioria das vezes samba, B+, unhas coloridas, alma colorida, coração preto e branco, teimosa, possessividade, ciumenta, ansiosa, lua em Escorpião e júpiter em Câncer,  devoradora de palavras, doce, calmaria, sorriso, eu, filha caçula: um emaranhado.






                                  



                                                  Isis Soares :)